Biofilia: matar a própria comida

(2015)


Cada pessoa é responsável direta pela tarefa de sacrificar o animal que lhe serve de comida.


A ideia aqui veio da dificuldade em entender a morte como parte do cotidiano ao mesmo tempo perceber a dependência de outras espécies para o desenvolvimento e manutenção estrutural e energética do corpo humano. Parte-se da hipótese de que os modelos industriais de produção (distribuição, embalagem...) de alimentos (carne) tem obscurecido a narrativa do sacrifício dos animais. Uma das maneiras de criar a intimidade com os ciclos naturais e ressaltar a dependência de outras espécies poderia ser a retomada do hábito de sacrificar animais em ambientes domésticos, típico da pecuária de subsistência. A ideia também tem como referência práticas de respeito aos animais em sacrifício, como a Shechita Judaica. Através de design pode-se oferecer instrumentação e espaço para facilitar as atividades a cerca desse hábito.