Biofilia: construir com cadáveres

(2015)


Cadáveres podem ser aproveitados como acessórios decorativos e materiais construtivos.



Na Europa figuras de animais, corpos humanos e seres mitológicos ornamentam fachadas de prédios como a Catedral de Notre Dame em Paris. Essas cidades muitas vezes são preservadas dos efeitos do tempo e as figuras na arquitetura continuam paralisadas. Veio, então a noção de que a projetação daqueles prédios e dessas figuras não considerava o efeito do tempo sobre o seu contexto de uso. São cidades inteiras construídas para durar e constante- mente em tensão com um briefing em "eterna" mutação. Se o homem muda com o tempo, talvez a arquitetura produzida para ele também deva mudar.



A ideia assume a possibilidade de abstrair o próprio corpo enquanto material construtivo e de ocupante ou transeunte possa habitar ou passar por um prédio em processo de decomposição. Podem ser detalhes recortados de partes de corpo ainda reconhecíveis ou corpos inteiros usados como material construtivo. Diferente dos prédios antigos, este prédio teria um caráter efêmero, ele iria decompor no mesmo ritmo da matéria orgânica que o compõe. Possivelmente teria um aroma forte e desagradável às pessoas mais atrairia animais de várias espécies diferentes.